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POLITÍCA NACIONAL

Programa Conecta e Capacita será tema de audiência na CCT

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Nesta quarta-feira (30), às 11h, a Comissão de Ciência, Tecnologia (CCT) realizará a segunda audiência pública para debater o programa Conecta e Capacita, implementado pelo governo para ampliar o acesso e a qualidade da internet nas atividades de educação e pesquisa. O programa, tocado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), é a política pública escolhida pelo colegiado para ser avaliada este ano. A audiência, com o tema Superação dos Obstáculos à Inovação no Brasil, foi solicitada (REQ 7/2024) pelo senador Fernando Dueire (MDB-PE), relator da avaliação da política pública, para discutir as ações do programa e identificar áreas que possam melhorar.

A primeira audiência pública sobre o tema foi realizada em julho e discutiu o Panorama da Escassez de Profissionais de TI no Brasil – Delimitação dos Desafios e Impactos sobre a Inovação. Ainda está prevista uma terceira audiência, que complementará a análise do programa Conecta e Capacita.

A proposta da segunda audiência é avaliar as potencialidades, resultados parciais e desafios do programa, que tem objetivo de promover a conectividade digital em todo o território nacional, utilizando infovias estaduais e redes metropolitanas, além de capacitar digitalmente populações em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

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Os resultados desta audiência servirão como subsídio para a avaliação anual de políticas públicas, prática instituída no Senado em 2013 para aprimorar o debate político e fortalecer a função fiscalizadora da Casa.

Já confirmaram a presença na audiência pública: 

— Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai;
— Francilene Procópio Garcia, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que participará por videoconferência.

Além disso, são esperados representantes das seguintes instituições:

— Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
— Ministério da Educação;
— Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Sheyla Assunção

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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