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Procuradoria da Mulher lança cartilha por liderança feminina no varejo

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A Procuradoria Especial da Mulher do Senado lançou nessa terça-feira (11), a quarta edição da cartilha Mulheres que Constroem o Varejo – CDL Mulher. A publicação aborda o papel da liderança feminina e das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, sigla para environmental, social and governance) para um futuro sustentável no setor varejista. A cartilha é uma parceria da Procuradoria da Mulher com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e a Federação Varejista do Rio Grande do Sul.

Na cerimônia de lançamento, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), que chefia a Procuradoria da Mulher, explicou que a cartilha presta apoio técnico para informar, inspirar e formar lideranças femininas no mercado de trabalho.

— Esta cartilha fortalece a decisão difícil e corajosa de muitas mulheres que assumem posições de liderança na sociedade. Com mais de 30 milhões de mulheres empreendedoras, o que corresponde a 52% dos novos negócios, é importante fomentarmos as práticas socialmente responsáveis. Somente assim podemos proporcionar um caminho para o desenvolvimento solidário.

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Para Lucia Leijoto, da CNDL, a publicação reforça a importância de informações direcionadas ao público feminino empreendedor de todo o país.

— É muito importante caminhar junto da Procuradoria e trazer para as mulheres essas informações para que elas possam cada vez mais empoderar-se nos seus negócios e em si mesmas. O empoderamento das mulheres, quando integrado às práticas de ESG no comércio, tem o potencial de transformar os negócios de maneira profunda e positiva — destaca.

Com o lançamento da cartilha, as entidades esperam promover a discussão sobre a participação feminina no desenvolvimento de práticas de responsabilidade socioambiental e de governança dentro do mercado e oferecer ideias para o avanço de políticas públicas de melhoria do ambiente de negócios. A cartilha está disponível em versão digital no site da Procuradoria Especial da Mulher do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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