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Presidente da CMA pede engajamento e ação coordenada no combate ao fogo

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O fogo segue causando terror em diversas regiões do país e é fundamental o engajamento da sociedade civil e do poder público para identificar os criminosos e aplicar as penas cabíveis. A afirmação é da presidente da CMA, senadora Leila Barros (PDT-DF), que em reunião do colegiado nesta quarta-feira (18) conclamou uma ação coordenada e em escala para o enfrentamento a esse desafio.

Para Leila, é crucial compreender como as políticas de controle e prevenção de queimadas estão sendo conduzidas por todos os entes federados. A CMA aprovou nesta quarta-feira audiência pública para debater a situação dos incêndios e queimadas em todo o país.

No fim da tarde desta terça-feira (17), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, participou de uma reunião no Palácio do Planalto para tratar de medidas para o enfrentamento da crise climática no país. O senador pediu a união dos Poderes no combate aos incêndios e defendeu o fortalecimento de órgãos ambientais, a remuneração de populações da floresta e o investimento em tecnologias para o desenvolvimento sustentável.

Destruição

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam quem em 2024 já foram queimados mais de 100 mil quilômetros quadrados no Cerrado, mais de 60 mil na Amazônia e 16 mil no Pantanal. Em todo o país, são cerca de de 225 mil quilômetros quadrados destruídos pelo fogo, uma área equivalente ao estado de Roraima.

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— O Distrito Federal também enfrenta momentos críticos. Estive com o presidente do ICMBio, Mauro Pires, no Parque Nacional de Brasília, que sofre um dos maiores incêndios desde 2022, com mais de mil hectares de vegetação consumidos. Os esforços para combater as chamas são intensivos, contando com brigadistas do ICMBio, bombeiros e apoio aéreo. A situação é grave, pois o fogo ameaça o abastecimento hídrico de Brasília, afetando áreas próximas ao reservatório de Santa Maria.

Incêndios criminosos

A senadora lembrou ainda que na Floresta Nacional de Brasília outro incêndio destruiu quase metade da área protegida, sendo o mais severo em uma década. Leila enfatizou que essas áreas são essenciais para a preservação do Cerrado, abastecimento de água e proteção de diversas espécies nativas.

— A Polícia Federal investiga as causas, suspeitando de ação criminosa em ambos os casos. Para mitigar esses danos, propomos o fortalecimento de campanhas de conscientização, o aumento no contingente de brigadistas e a implementação de um plano de recuperação ambiental.

Penas mais severas

Na segunda-feira (16), a senadora apresentou projeto de lei (PL 3.567/2024) que aumenta as penas para crimes ambientais cometidos durante estados de emergência, reforçando a responsabilização por queimadas, especialmente de origem dolosa, que poderão ter pena de até 12 anos de reclusão.

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Leila destacou ainda propostas correlatas já apresentadas pelos senadores Humberto Costa (PT-PE), Jader Barbalho (MDB-PA) e Fabiano Contarato (PT-ES). As proposições incluem o aumento das penas para crimes relacionados às queimadas ilegais, agravamento para crimes cometidos em grupo, a classificação do incêndio como crime hediondo e a expropriação de propriedades usadas dolosamente para esses crimes.

A senadora enfatizou ainda que para garantir um futuro sustentável, é imperativo aprender a agir com sabedoria, “entendendo que a verdadeira prosperidade reside no equilíbrio e no respeito pela vida em todas as suas formas”.

— Como nos demonstram, há séculos, os povos originários de nosso país, é essencial reconhecer que nossa existência está profundamente conectada com o equilíbrio do meio ambiente, respeitando os limites ecológicos de nosso planeta. Devemos respeitar os ciclos naturais e a interdependência entre humanidade e meio ambiente. Só assim poderemos reconstruir e restaurar o que foi destruído, deixando um legado de harmonia e sustentabilidade para as próximas gerações — afirmou a presidente da CMA.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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