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POLITÍCA NACIONAL

Pontes alerta para o cerceamento de liberdades no Brasil

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O senador astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que pessoas que defendem a família, a fé e a liberdade estão sendo perseguidas no Brasil. Em discurso no Plenário nessa terça-feira (11), ele citou os casos de Edinéia Paiva, condenada a 17 anos de prisão após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, e de Frei Gilson, que, segundo Pontes, estaria sendo perseguido por expressar sua fé.  

Quantos homens e mulheres de bem não foram ridicularizados, caluniados, até mesmo silenciados, simplesmente por se recusarem a negociar os seus valores? A censura avança, as liberdades são sufocadas e a verdade é distorcida questionou. 

O senador criticou a “censura” e afirmou que aqueles que questionam os “desmandos dos poderosos” são tratados como inimigos. Pontes disse que há uma insatisfação crescente com abusos e o que chamou de “inversão moral”. Ele defendeu que pais e mães ensinem seus filhos no caminho certo e que os cidadãos não aceitem a corrupção e a opressão. 

Ele afirmou que a história ensina que a verdade sempre triunfa e que a perseguição não deve desanimar, mas fortalecer quem se mantém firme em seus valores. 

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— Deus não abandona os que clamam por justiça. A história está cheia de exemplos de que a verdade, ainda que tarde, sempre se impõe. O Brasil precisa de homens e mulheres com essa coragem. Precisa de pais e mães que ensinem seus filhos no caminho certo, que não deixem suas famílias serem destruídas por ideologias perversas ou narrativas enganadoras. O Brasil precisa de cidadãos que não aceitem passivamente a corrupção e a opressão; precisa de líderes que governem com temor a Deus, com compromisso com a verdade, com amor pela pátria, com sensatez, com compaixão verdadeira, com serenidade e com sabedoria — disse. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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