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Ponte sobre o Rio Camaquã terá nome de três gaúchos ligados à cultura local

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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (12) a proposta da Câmara dos Deputados que dá o nome de Nicanor Azambuja, João Dóglia e Diogo Madruga à ponte sobre o Rio Camaquã, que liga os municípios gaúchos de Bagé e Caçapava do Sul. O projeto foi relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) e, caso não haja recurso para votação em Plenário, segue para análise do presidente da República.

O Projeto de Lei 6.213/2023 homenageia João Dóglia e Nicanor Azambuja, também conhecido como Tio Nica, responsáveis pela realização de vários projetos em Bagé (RS), em setores como a integração de homens e mulheres do campo e da cidade, a preservação do meio ambiente e a assistência aos moradores da zona rural. Em 1972 eles participaram da criação da Semana Crioula Internacional de Bagé, evento cultural e esportivo para incentivar o turismo na cidade e integrar os centros de tradições gaúchas em uma única festa.

Já Diogo Madruga é um dos fundadores das Quarteadas Sociais, eventos que reuniam profissionais de diversas áreas, como saúde e assistência veterinária, para auxiliar gratuitamente produtores rurais. Realizado mensalmente durante onze anos desde 1981, o evento resultou em mais de três mil atendimentos à população rural em cerca de 120 edições.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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