BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Plínio Valério cobra equidade nos recursos para pesquisa no setor de petróleo

Published

on

Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (8), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) defendeu uma distribuição mais justa dos recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na cadeia produtiva do petróleo e gás. O parlamentar cobrou a aprovação do PL 5.066/2020, de sua autoria, que altera a Lei do Petróleo para garantir que instituições de ciência e tecnologia das cinco regiões do país recebam investimentos proporcionais.

Plínio criticou a atual concentração desses recursos em apenas duas regiões, em detrimento das demais. 

— Hoje, o dinheiro arrecadado, o dinheiro depositado, praticamente só vai para o Sul e o Sudeste, não vai para o Nordeste nem vai para o Norte. Essa busca constante de tratamento de igualdade, que a Constituição diz garantir, é uma busca incessante da gente do Norte. (…) Nós, que moramos na Amazônia, estamos diuturnamente brigando por esse tratamento igualitário — afirmou o senador, ao destacar a necessidade de inclusão de estados como Amazonas e Amapá nos investimentos de PD&I.

Leia Também:  Vai a Câmara o novo marco legal para o transporte público coletivo urbano

O projeto, relatado pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR) na Comissão de Infraestrutura (CI), estabelece que, durante os cinco primeiros anos após sua aprovação, ao menos 10% dos recursos da cláusula de PD&I dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural sejam aplicados em instituições situadas em cada uma das regiões geográficas brasileiras. Também prevê que, no mínimo, 5% desses recursos sejam destinados a projetos voltados às bacias sedimentares terrestres, ampliando o conhecimento geológico do território nacional.

BR-319

Plínio Valério também voltou a defender a pavimentação da BR-319 e rebateu críticas de organizações contrárias à obra.

— Eu renuncio ao meu mandato se alguém do ministério (do Meio Ambiente), se alguém do Ibama, da Funai, de observatórios climáticos, dessas ONGs amaldiçoadas provar que será derrubada uma só árvore — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que reforça controle sobre desmatamento e eleva punições

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA