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POLITÍCA NACIONAL

Plínio cobra explicações sobre camisa vermelha da seleção brasileira

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), em pronunciamento nesta quarta-feira (29), criticou a possibilidade de a seleção brasileira de futebol adotar um uniforme vermelho. Segundo o parlamentar, a medida desrespeita os símbolos nacionais e contraria o estatuto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que determina que o uniforme da seleção deve seguir as cores da bandeira do Brasil.

Plínio anunciou que apresentará um requerimento ao Senado solicitando explicações formais ao presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. Entre os questionamentos, o senador quer saber se houve deliberação oficial sobre a mudança, se a proposta está de acordo com o estatuto da confederação e se o novo uniforme será utilizado em partidas oficiais.

— Com esse balão de ensaio que fizeram publicar, de que a seleção teria um uniforme vermelho, a reação foi tão grande, no país todo, que a CBF resolveu dizer que não é bem assim, que a CBF e a Nike [empresa fornecedora de material esportivo] ainda estão estudando o novo uniforme. A gente tem que ficar cauteloso. Mesmo num país cheio de distorções, estou assustado com essa notícia — disse. 

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O senador também protocolou outro pedido de esclarecimento ao Ministério do Esporte. Ele quer saber se há vínculos institucionais com a confederação, se existem repasses de recursos públicos à entidade e como é feita a fiscalização de convênios e contratos. Para o senador, o governo federal deve atuar na proteção dos símbolos nacionais, incluindo as cores tradicionais da camisa da seleção brasileira.

— O futebol é inquestionavelmente parte do patrimônio cultural brasileiro, como esporte nacional, com sua imagem intimamente relacionada à nossa alma e cultura. Não há como desassociar a CBF, mesmo sendo entidade privada, da atividade estatal de zelar pelo patrimônio histórico e cultural do país — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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