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Paulo Teixeira vai falar na CRA sobre ocupações do MST

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, comparece à Comissão de Agricultura (CRA) nesta quarta-feira (9) para falar sobre as medidas da pasta diante do “Abril Vermelho” — série de ocupações de terras planejada para o mês de abril pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O início da reunião está previsto para as 14h.

O convite foi proposto pelos senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA), presidente da CRA, e Marcos Rogério (PL-RO). Em seu requerimento (REQ 14/2025), Marcos Rogério considera “fundamental” esclarecer quais ações e procedimentos o ministério está adotando para prevenir e combater “ocupações ilegais que vêm se repetindo ano após ano e sendo tratadas como uma espécie de tradição por determinados grupos”.

Zequinha Marinho, por sua vez (REQ 1/2025), observa que o convite a Paulo Teixeira será importante tanto para divulgar as novas atividades do ministro como para identificar oportunidades de aprimoramentos na legislação relativa a reforma agrária e principalmente a agricultura familiar brasileira.

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Além do “Abril Vermelho”, os senadores querem que Teixeira apresente as diretrizes e os programas prioritários do ministério para os próximos anos. Também esperam que ele fale sobre a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O ministro participa da Comissão Especial de Conciliação instaurada no âmbito do processo.

Cultivares

Após a audiência com o ministro, a CRA deverá votar, em turno suplementar, o projeto de lei do Senado (PLS) 404/2018, que amplia para 20 anos o prazo de proteção a cultivares – variedades de plantas selecionadas por possuírem um conjunto único de características genéticas e aparentes que as distinguem de plantas semelhantes da mesma espécie.

O texto altera a Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9.456, de 1997), que prevê atualmente prazo geral de proteção de 15 anos ou 18 anos. Além disso, os cultivares de árvores florestais que estiverem protegidos na data de publicação da futura lei teriam seu prazo de proteção estendido para 25 anos.

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De autoria do ex-senador Givago Tenório (AL), o projeto recebeu parecer favorável da CRA na semana passada, na forma de substitutivo (texto alternativo) do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). Se for aprovado e não houver recurso para votação em Plenário, ele seguirá para a Câmara dos Deputados.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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