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POLITÍCA NACIONAL

Participação brasileira na COP29 será tema de audiência na CMA

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As perspectivas e os objetivos do Brasil na 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP29) serão tema de debate na Comissão de Meio Ambiente (CMA). Requerimento nesse sentido foi aprovado nesta quarta-feira (29). A COP29 será realizada em Baku, capital do Azerbaijão, entre os dias 11 e 22 de novembro deste ano. Ela precede a COP30, que será realizada no Brasil, em Belém do Pará, em 2025.

Autora do pedido, a senadora Leila Barros (PDT-DF), que preside a CMA, argumentou que a COP29 “representa uma etapa decisiva nas negociações globais voltadas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e à adaptação de países frente aos desafios ambientais e econômicos”.

Diante disso, observou que “o Brasil, como uma das maiores economias emergentes e detentor de vasta biodiversidade e, ainda, anfitrião da próxima COP a ser realizada em Belém, tem uma posição estratégica nas discussões internacionais sobre a questão climática”.

Para Leila, a audiência é “uma oportunidade para os senadores conhecerem o que pensam e projetam alguns dos principais atores nacionais envolvidos com o tema”. No seu entendimento, isso pode ajudar o Congresso Nacional a auxiliar na definição de “políticas climáticas sólidas e inclusivas que garantam a participação ativa do Brasil como protagonista nesse debate global”.

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Convidados

No requerimento (REQ 53/2024 – CMA) para audiência pública, que ainda não tem data definida, a senadora apresentou uma relação com oito instituições:

— Representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima;

— Representante do Ministério das Relações Exteriores;

— Representante do Ministério da Fazenda;

— Representante do Ministério da Agricultura e Pecuária;

— Representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;

— Representante da Confederação Nacional da Agricultura;

— Representante da Confederação Nacional da Indústria;

— Representante do Observatório do Clima.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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