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POLITÍCA NACIONAL

Paim celebra reabertura do aeroporto de Porto Alegre

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O senador Paulo Paim (PT-RS) celebrou, em pronunciamento nesta terça-feira (29), a reabertura do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), que ocorreu na semana passada. O terminal estava fechado desde maio, quando foi inundado pela pior enchente que já atingiu o Rio Grande do Sul. O parlamentar ressaltou que a retomada das atividades do aeroporto gera impactos econômicos significativos, com geração de emprego e renda, impulsionamento do turismo, além de crescimento regional e nacional.

— O governo federal investiu recursos importantes nessa reconstrução, mais de R$ 400 milhões, e o resultado é a capacidade de o aeroporto receber até 128 voos diários, com crescimento escalonado, o que permitirá, a partir de 16 de dezembro, o restabelecimento total [das operações], inclusive dos voos internacionais. No primeiro dia [da reabertura], 71 pousos e decolagens envolvendo grandes centros, como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, atenderam a 9 mil pessoas, com a expectativa de atingir 16 mil passageiros no mês de novembro ainda.

Paim afirmou que a união de esforços entre governo, autoridades aeroportuárias e concessionária permitiu não só a reconstrução física do terminal, mas também a retomada da atividade comercial do aeroporto. Segundo o senador, cerca de 70% dos lojistas que já operavam no terminal antes da enchente estão prontos para abrir as suas portas.

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— Quero cumprimentar o povo gaúcho por esse momento de reconstrução e renovação. Estamos levantando novamente o nosso estado, reestabelecendo sua posição estratégica no cenário nacional e global. […] O Salgado Filho é uma porta de entrada para o mundo e a sua reabertura é um símbolo de superação e de que estamos prontos para novos voos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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