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P20 é oportunidade para análise de temas globais, diz Rodrigo Pacheco

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), abriu nesta quinta-feira (7) a 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20). “Por meio da diplomacia parlamentar, temos a oportunidade abordar questões complexas em nível global”, afirmou ele durante solenidade no plenário da Câmara.

“Está muito claro que os problemas globais são de tal magnitude que requerem soluções conjuntas. Do mesmo modo, as grandes questões da atualidade não podem ser entendidas separadamente”, afirmou Rodrigo Pacheco.

“Não é possível falar de combate à fome e à pobreza sem falar também de transição energética, das mudanças climáticas e da governança global, pois tudo isso está profundamente conectado”, continuou presidente do Senado.

Local adequado para o debate
Segundo ele, o P20 é a cúpula adequada para o encaminhamento de soluções. “Por meio da diplomacia parlamentar, temos a oportunidade de debater e encontrar formas comuns de abordar questões complexas em nível global”, concluiu ele.

Criada em 2010, a cúpula é um espaço de cooperação internacional liderado pelos presidentes dos parlamentos de países do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia e a União Africana.

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Nesta tarde ocorrem reuniões sobre o combate à fome, pobreza e desigualdade e sobre os desafios da crise ambiental e da sustentabilidade. Amanhã, antes do encerramento da cúpula, será debatida a governança global para o século 21.

Mais informações a seguir.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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