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Oriovisto propõe limite para a dívida pública

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O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) defendeu, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), defendeu a criação de uma legislação que imponha um teto para a dívida pública federal. A proposta, segundo ele, deve fixar um valor máximo a ser atingido e, caso esse limite seja ultrapassado, o governo federal teria um prazo de 15 anos para reduzir a dívida até o teto estabelecido. O parlamentar afirmou que “dar previsibilidade à dívida é essencial para atrair investimentos, controlar a inflação e reduzir os juros”.

— O mais importante é dar ao mercado, aos investidores e aos brasileiros um sinal claro de que a dívida do governo é uma dívida pagável. Quando isso acontecer, o dólar vai começar a baixar, a inflação também, e os juros vão cair. Aí entraremos num círculo virtuoso — afirmou.

Oriovisto também criticou o método adotado pelo governo para medir a situação fiscal do país. Segundo ele, o foco no resultado primário, que desconsidera o pagamento de juros da dívida, mascara a real condição das contas públicas.

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— A nossa dívida interna bateu, no final do ano passado, em praticamente R$ 10 trilhões. Os nossos juros, graças à inflação, são de 15% ao ano. Qualquer um que saiba fazer conta sabe que 15% de R$ 10 trilhões vai dar R$ 1,5 trilhão, que o Brasil vai pagar de juros da dívida interna. Se fosse uma empresa, já teria pedido recuperação judicial há muito tempo, porque não vai conseguir honrar as dívidas, não vai conseguir honrar aposentadorias daqui a pouco — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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