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POLITÍCA NACIONAL

Orçamento do esporte para 2025 dobra no relatório setorial, mas ainda não alcança o valor de 2024

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O relator setorial da área de esporte do Orçamento de 2025 (PLN 26/24), deputado Paulão (PT-AL), quase dobrou o orçamento do setor após o acolhimento das emendas apresentadas por deputados e senadores. O total passou de R$ 863,8 milhões para R$ 1,6 bilhão.

Foram recebidas 343 emendas, sendo 329 individuais e 14 coletivas.

Mas o movimento ainda não foi suficiente para igualar o total autorizado para 2024, de R$ 2,4 bilhões. Todos os anos, o orçamento de Esporte sobe com as emendas; mas, desta vez, um aporte maior poderá ser feito mais tarde pelo relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Isso porque é esperada a destinação final de R$ 11,5 bilhões para as emendas de comissões em 2025.

Apesar disso, a proposta orçamentária de 2025, se comparada à de 2024, é maior. As ações Concessão de Bolsa a Atletas, Apoio à Implantação e Modernização de Infraestrutura para Esporte Amador, Educacional, Recreativo e de Lazer, e Gestão e Manutenção do Legado Olímpico e Paralímpico receberam quase R$ 306,7 milhões na proposta para o ano que vem. No projeto de 2024, o total era de R$ 261,8 milhões.

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Os relatórios setoriais do Orçamento de 2025 deverão ser votados nesta semana pela Comissão Mista de Orçamento.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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