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POLITÍCA NACIONAL

Novo líder do PL destaca como prioridade a aprovação da anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro

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O novo líder do PL, o maior partido da oposição, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que em 2025 a bancada vai buscar apoio para fazer avançar na Casa o projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (PL 2858/22).

O partido, que reúne 92 deputados, defende a revisão das penas para alguns do condenados nos atos de depredação nas sedes dos Poderes. Sóstenes afirmou que as penas foram definidas em “desrespeito ao devido processo legal”, o que, segundo ele, resultou em cenário de “injustiça aos que estão cumprindo pena acima do que deveriam cumprir”.

Fiscalização do governo
Em entrevista à TV Câmara, o líder do PL também enfatizou o papel de fiscalizador que será exercido pelo partido. “A prioridade é fiscalizar bastante o governo que está endividando cada vez mais as nossas estatais e gerando inflação”, criticou.

“A fiscalização vai ser uma prioridade da equipe técnica que vamos montar na liderança”, adiantou o líder.

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Desafios de Motta
Sóstenes afirmou ter boas expectativas em relação à liderança do novo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mas fez uma ressalva sobre o desafio de conciliar posturas divergentes na Casa. “O Hugo Motta é uma pessoa de franco diálogo, muito equilibrado”, elogiou.

O líder acredita que o novo presidente enfrentará dificuldades “por ter feito um arco de aliança muito grande, de todos os partidos de governo e da oposição”. “Ter de agradar todos esses partidos não é uma tarefa muito fácil, mas ele é muito competente, vai conseguir.”

Sobre as demais pautas do PL, Cavalcante informou que deverão ser definidas em reunião interna da bancada prevista para a terça-feira (11).

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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