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POLITÍCA NACIONAL

Novo líder do PDT quer relação respeitosa com governo e acompanhar reforma tributária

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O novo líder do PDT na Câmara dos Deputados, deputado Mário Heringer (PDT-MG), afirmou que a “prioridade das prioridades” do partido em 2025 é colocar-se na “posição certa e respeitosa que merece” diante do governo federal.

“Somos um partido com 18 deputados, da base do governo, mas nem sempre somos tratados como tal. Acho que nosso papel é trabalhar com o governo para que responsabilidades e parcerias possam ser feitas de maneira efetiva, [em um caminho] de mão dupla”, destacou.

Heringer disse ainda que o PDT deve acompanhar o processo de transição da reforma tributária, segundo ele, “um avanço para o Brasil”, e ainda questões ligadas ao meio ambiente. “A área ambiental é muito importante. Nós estamos destruindo esse planeta.”

Por fim, o líder ressaltou que o partido deverá continuar focando em pautas tradicionais da legenda, como trabalho, educação, saúde e segurança pública. “A segurança pública não é um problema da Direita, é uma pauta nossa, do Brasil, dos brasileiros” concluiu.

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Questionado sobre a relação com o novo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, Heringer disse que o perfil tranquilo e de diálogo de Motta vai facilitar o trânsito dele dentro do Legislativo na relação com o Executivo e o Judiciário.

Heringer está no sexto mandato na Câmara dos Deputados.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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