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POLITÍCA NACIONAL

Nelsinho Trad pede uma revisão da estratégia política de comércio exterior

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (2), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) propôs uma revisão da estratégia da política de comércio exterior. O senador disse que, se os Estados Unidos estão revendo seus acordos, o Brasil também precisa fazer o mesmo, de forma técnica e articulada. Ele ainda defendeu a proteção aos produtores brasileiros.

— Precisamos ser a voz dos produtores. Com a qualidade e a sanidade dos nossos produtos, é um momento de reação planejada e inteligente. É hora de a gente se organizar — registrou o senador.

Nelsinho pediu diálogo e entendimento entre os países no comércio internacional e disse que a Comissão de Relações Exteriores (CRE) está pronta para colaborar e liderar esse debate. Segundo o senador, que é presidente do colegiado, a comissão está propondo uma missão parlamentar aos Estados Unidos com foco no diálogo, buscando equilíbrio e cooperação.

O senador ainda destacou a aprovação do chamado projeto da reciprocidade (PL 2.088/2023) nessa terça-feira (1º) no Senado. A matéria, que prevê medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países a produtos brasileiros, deve ser aprovada nesta quarta na Câmara dos Deputados. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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