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POLITÍCA NACIONAL

Na COP 29, frente ambientalista pede recursos para crédito de carbono

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Deputados da Frente Parlamentar Ambientalista divulgaram propostas para o governo brasileiro defender na 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 29, que começou na segunda-feira (11), no Azerbaijão, e vai até 22 de novembro. A cúpula reúne chefes de Estado e autoridades de quase 200 países para definir ações para enfrentar o aquecimento global.

Uma delas é o aumentar o valor destinado pelos países ricos para financiar ações ambientais, em especial para a adaptação às mudanças climáticas.

A frente também quer metas eficazes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e que os países incentivem a transição energética para diminuir o uso dos combustíveis à base de petróleo e carvão.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), que está na capital do Azerbaijão, Bacu, considera que já houve avanços nos primeiros dia do evento.

“Já podemos ter uma comemoração, que é o acordo sobre o mercado de carbono no âmbito da ONU, que vai propiciar o comércio de créditos de carbono”, disse Tatto. “Isso é muito importante para o Brasil, como outros países que têm floresta.”

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Reportagem – Cassiana Tormin
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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