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POLITÍCA NACIONAL

Moro critica aumento de tarifas de importação de resinas plásticas

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Em pronunciamento nesta quinta-feira (12), o senador Sergio Moro (União-PR) criticou o aumento das tarifas de importação de resinas plásticas. Ele disse que em 2023 a média mundial dessas tarifas era de cerca de 4%, mas que uma série de políticas do governo, de caráter protecionista, elevou a alíquota básica para 20%.

O senador lembrou que esse foi o tema da audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura (CRA) na última terça-feira (10). O debate foi solicitado e conduzido por ele.

Moro argumenta que o novo valor da alíquota representa uma “absoluta discrepância” em relação ao padrão mundial.

— É claro que é necessário defender a indústria nacional, especialmente contra a concorrência desleal. Ocorre que há um detalhe muito significativo, pois a produção dessas resinas plásticas no Brasil é quase um monopólio de uma única empresa, a Braskem. Empresa essa que todos sabemos ser controlada pela Novonor, antiga Odebrecht, e que tem outra parte significativa das suas ações sob titularidade da Petrobras. Faz pouco sentido, no meu entendimento, a adoção de uma política protecionista tão robusta para favorecer, na prática, uma única empresa — declarou ele em seu pronunciamento.

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O senador destacou que as resinas plásticas alimentam toda a cadeia produtiva nacional conhecida como indústria de transformação de plástico.

— A política governamental protecionista, na prática, implica um encarecimento do uso do plástico para toda a cadeia produtiva. E e isso, na prática, favorece apenas uma empresa, que é a Braskem. Como se não bastasse, o governo federal, além de elevar essa alíquota para 20%, abriu uma série de processos antidumping contra empresas que exportam resinas plásticas para o Brasil. Ou seja, não satisfeito com os 20%, ainda promove processos contra exportadoras desse produto aqui no Brasil, alegando que haveria alguma espécie de política de dumping nessas exportações para prejudicar a indústria nacional.

Moro ressaltou que a audiência na CRA contou com a presença de assessores do Ministério do Desenvolvimento e da Secretaria de Comércio Exterior, mas afirmou que eles não esclareceram os motivos para a adoção dessa postura pelo governo nem quem tomou a decisão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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