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POLITÍCA NACIONAL

Ministro do empreendedorismo defende uso de escolas para impulsionar cultura

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O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, sugeriu nesta terça-feira (1), em debate promovido pela Frente Parlamentar Mista da Economia Criativa, que as escolas sejam utilizadas como espaço para impulsionar o empreendedorismo no setor cultural brasileiro. “Em São Paulo, nós estipulamos um valor, na época eram R$ 10 mil para cada diretora de escola poder contratar serviços de cultura, pequenos empreendedores culturais. É claro que virou uma febre e em todas as escolas tinha espetáculo todo final de semana”, disse França, que foi governador de São Paulo entre 2018 e 2019.

O objetivo da reunião da frente era discutir a economia criativa na área da cultura como  estratégica para o desenvolvimento do País. “É preciso que as pessoas compreendam o valor que o empreendedorismo cultural traduz do ponto de vista econômico. Muitos países, em especial da Europa, trabalham isso muito bem. Lá a economia criativa, a atividade cultural, deixou de ser apenas uma coisa bacana, simpática ou de lazer, e passou a ser um negócio robusto”, acrescentou.

Coordenadora da frente parlamentar, que reúne 178 deputados e 20 senadores, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) lembrou que a Câmara dos Deputados já analisa o Projeto de Lei 2732/22, que cria a Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa (PNDEC). Ela ressaltou que o debate foi pensado para receber emendas e contribuições da sociedade e concordou com a ideia do ministro. “Precisamos levar em conta que hoje no Brasil nós temos um grande número de escolas de tempo integral que, em sua maioria, tem uma estrutura melhor do que a escola privada, todas têm auditório”, disse.

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O PL 2732/22, que já foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia e Inovação, prevê que a economia criativa pode estar relacionada a atividades que variam do paisagismo à moda, da gastronomia à produção de games, do mercado editorial aos parques tecnológicos.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Reunião Técnica - Apresentação do Projeto Viver de Cultura - Presencial. Dep. Lídice da Mata (PSB - BA)
Lídice da Mata defendeu aprovação de projeto que cria a Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa

Profissionais
Domingos Leonelli, do Instituto Pensar, reforçou a ideia da economia criativa como estratégia para o País, mas afirmou que o efeito prático desse conceito ainda enfrenta resistências. “A ideia da economia criativa como estratégia de desenvolvimento é aparentemente unânime, fácil de assimilar, todo mundo concorda, mas, na prática, tem sido um grande esforço de convencimento e de articulação para que possamos reconhecer a economia criativa como uma nova possibilidade estratégica para o País”, disse.

Como contribuição à proposta, Ana Carla Fonseca citou as conclusões do estudo Viver de Cultura, criado pelo Instituto Pensar e pela empresa Garimpo Soluções. Para ela, um dos pontos fundamentais é entender o perfil do trabalhador da cultura para que se possa direcionar as políticas públicas e focar especialmente naquele que busca ser empreendedor e sente orgulho de viver da atividade cultural.

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Ela abordou ainda a preocupação com a sustentabilidade financeira de quem deseja seguir carreira na cultura e propôs a criação de uma instância nacional de inteligência e empreendedorismo criativo, apartidária e permanente, para centralizar dados, estudos e indicadores sobre o setor, evitando a descontinuidade e a falta de comunicação entre diferentes iniciativas.

Ana Carla também destacou a necessidade de o projeto de uma política nacional para a economia criativa abordar questões trabalhistas da área da cultura, como um estatuto e um fundo especial.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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