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Margareth Buzetti quer isenção de reserva legal para pequenas propriedades rurais

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (30), a senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) defendeu a aprovação do PL 854/2025, projeto de lei de sua autoria que dispensa da exigência de reserva legal propriedades e posses rurais familiares com até quatro módulos fiscais.

Segundo ela, a proposta busca corrigir uma distorção jurídica: a penalização de pequenos produtores que já desmataram suas áreas antes do marco legal estabelecido pelo Código Florestal.

A senadora afirmou que, em estados como Mato Grosso (que ela representa), milhares de propriedades rurais de pequeno porte enfrentam dificuldades para se regularizar por não conseguirem atender às exigências legais. De acordo com ela, mais de 131 mil cadastros ambientais rurais (CAR) estão parados apenas nesse estado, o que inviabiliza o acesso a políticas públicas e a crédito rural.

— Hoje o nosso modelo jurídico trata os desiguais como se fossem iguais. A pequena propriedade conduzida com esforço próprio por famílias é submetida às mesmas regras de um latifúndio com estrutura técnica e jurídica. Isso não é justiça ambiental — criticou ela.

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Margareth Buzetti destacou ainda que o seu projeto de lei tem potencial para unir diferentes correntes políticas em torno de uma pauta concreta e socialmente relevante. Ela declarou que a proposta conta com o apoio de deputados estaduais de Mato Grosso com posições políticas divergentes, como Gilberto Cattani (PL) e Valdir Barranco (PT).

Para a senadora, o projeto alia regularização fundiária e proteção ambiental ao prever que estados possam criar ou fortalecer unidades de conservação com apoio técnico e financeiro da União.

A parlamentar também ressaltou a importância da relatoria da matéria, sob responsabilidade da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, e pediu o apoio do governo federal para a proposta. Ela argumentou que a regularização das pequenas propriedades é uma questão de justiça social e de viabilidade econômica para quem vive do campo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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