BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Marcos do Val diz que é vítima de abuso de poder e acusa STF de chantagem

Published

on

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), declarou que o Brasil enfrenta “uma escalada de abusos de poder que ameaçam a liberdade e as instituições do país”. O senador afirmou que está sendo alvo de “falsas acusações” feitas pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O parlamentar detalhou que foi acusado de divulgar fotos e informações da vida pessoal de um delegado da PF. Marcos do Val ressaltou que o diretor estaria desrespeitando “princípios constitucionais” que garantem seu direito à imunidade parlamentar e pediu uma retratação formal.

— Essas acusações são absolutamente infundadas. Eu nunca cometi tal ato e, em resposta, enviei um ofício formal exigindo uma retratação. Eu, por já estar trabalhando na área há 30 anos, sei que seria uma irresponsabilidade enorme expor a família de um policial, que dirá de um delegado da Polícia Federal. Então, eu fico esperando para que o diretor-geral possa provar que nas minhas redes sociais tem fotos do filho do [delegado Fábio] Schor e da esposa dele — disse.

Leia Também:  Acordo com a China para evitar bitributação será votado na CRE na quinta

Marcos do Val voltou a questionar o bloqueio de parte do seu salário, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a medida viola a Constituição e o Código de Processo Civil. O senador conclamou a sociedade a apoiar parlamentares indecisos sobre a assinatura do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, esses senadores estão sendo chantageados com inquéritos e processos que tramitam no STF.

— Inquérito lá no STF é usado como moeda de troca, como chantagem, como refém: ou você fica em silêncio, ou você vai entrar em algum inquérito. Como eu, no meu caso, não fiquei em silêncio desde o dia 8 de janeiro de 2023, o Alexandre de Moraes me colocou em vários inquéritos. E nada me traz receio ou medo, porque, na verdade, estou cumprindo a Constituição. Quem não a segue é ele. Eu digo para o brasileiro: Brasil, não fique pressionando os senadores, porque a situação vai muito mais além do que vocês podem imaginar — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia Também:  Câmara analisa PEC que restringe gradualmente o acesso ao abono salarial; acompanhe

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Projeto determina o registro de tratores e máquinas agrícolas em aplicativo do Ministério da Agricultura

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA