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POLITÍCA NACIONAL

Magno Malta defende apoio brasileiro à Ucrânia em meio a guerra com a Rússia

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Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (4), o senador Magno Malta (PL-ES) relatou sua visita à Ucrânia numa comitiva de parlamentares brasileiros, no fim de semana, e destacou a relevância do Brasil para o povo ucraniano em meio à guerra com a Rússia. Malta lembrou o encontro que senadores brasileiros tiveram com o presidente Volodymyr Zelensky, enfatizando o reconhecimento do líder ucraniano ao apoio brasileiro. O parlamentar defendeu a possibilidade de uma visita de Zelensky ao Brasil.

— Nós temos, inclusive, um requerimento meu, aprovado desde o ano passado, que está pendente de aprovação na Comissão de Relações Exteriores (CRE) para que a gente possa receber o presidente Zelensky aqui no Senado. Ele se dispôs a vir ao Senado. Então, por que é que o Brasil está com dois pesos e duas medidas nessa história? Por que é que o Brasil estende tapete vermelho, recebe a delegação da Rússia e não recebe a da Ucrânia? O requerimento está na comissão e não foi votado ainda. Basta colocar em pauta — disse.

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Malta também lamentou o sofrimento vivido pelos ucranianos e enfatizou a importância de apoio internacional ao país. O senador criticou supostas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre guerra, durante encontro do G20, que, segundo ele, simplificaram a gravidade do conflito e desvalorizaram a luta do povo ucraniano.

— O desrespeito à Ucrânia e aos cidadãos ucranianos, dizendo que a guerra se resolve tomando uma cerveja e uma pinga na porta de um bar, e está tudo certo. A segunda pérola é que o Zelensky pode resolver a guerra, é só entregar o território e tudo se resolve. Alguém que fala isso tem complexo de MST, de invasão de terra, sem respeitar a propriedade privada — destacou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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