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POLITÍCA NACIONAL

Limpeza obrigatória de parquinhos é vetada pelo governo

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente nesta quinta-feira (19) projeto para obrigar o poder público a limpar e descontaminar periodicamente as areias e argilas de tanques ou quadras utilizados em áreas de lazer e esportivas. A regra seria aplicável tanto para áreas públicas quanto privadas, inclusive escolas.

Segundo o governo federal, as medidas previstas no Projeto de Lei (PL) 2.250/2022 não são eficientes. A decisão foi embasada em manifestação do Ministério da Saúde.

“A proposição contraria o interesse público, dado o alto custo e a baixa efetividade da medida, se comparada a outras intervenções de saúde”, diz a mensagem de veto.

Prevenção de doenças

Originário da Câmara dos Deputados, o projeto foi aprovado no Senado no dia 21 de agosto em Plenário, após relatórios favoráveis do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) na Comissão de Educação (CE) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Damares apontou, no relatório, o alto risco de se contrair doenças nesses locais.

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“Talvez a [doença] mais associada às visitas aos parques de areia seja o bicho-geográfico ou larva migrans, que penetram na pele em contato com solo contaminado pelas fezes de cães e gatos […] É certo que a medida trará benefícios significativos à saúde da população brasileira”, diz o documento.

As regras sobre como deveria ocorrer a limpeza seriam estabelecidas posteriormente pelo Poder Executivo responsável por áreas de lazer, de esporte e recreação infantil.

O Congresso Nacional ainda poderá transformar o projeto em lei com a derrubada do veto pela maioria absoluta dos parlamentares. Segundo a Constituição, em até 30 dias do recebimento do veto o senadores e deputados deverão realizar sessão conjunta para decidir se mantém ou rejeitam o veto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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