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POLITÍCA NACIONAL

Lei destina R$ 118 milhões para apoio ao Rio Grande do Sul

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Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (8) a promulgação da Lei 15.119, de 2025, que abre crédito extraordinário no valor de R$ 118,2 milhões em favor do Rio Grande do Sul. O volume maior, de R$ 107 milhões, será destinado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, para elaboração de estudos sobre as bacias hidrográficas do estado.

Outros R$ 7,4 milhões são destinados para a administração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e promoção de pesquisas e estudos no Rio Grande do Sul, que sofreu fortemente com as enchentes em 2024.

A Defensoria Pública da União (DPU) recebe R$ 3,7 milhões para a recuperação da estrutura da unidade em Porto Alegre e para a atuação extrajudicial em defesa das das vítimas da calamidade pública no estado.

A lei é resultado da Medida Provisória (MP) 1.275/2024, aprovada no Senado em 25 de março.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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