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Julgamento de tentativa de golpe é marco da democracia, diz Teresa Leitão

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Em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (25), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou a importância histórica do julgamento, iniciado hoje no Supremo Tribunal Federal (STF), da denúncia sobre a suposta participação do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados em uma tentativa de golpe de Estado. A senadora lembrou que o processo ocorre no ano em que o país completa 40 anos de redemocratização e classificou o episódio agora em julgamento como um dos momentos mais emblemáticos da história brasileira recente.

Teresa Leitão afirmou que os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 foram resultado de uma ação deliberada para anular o resultado das eleições e instaurar um regime de exceção. Segundo ela, há provas consistentes do envolvimento de uma organização criminosa com o objetivo de atentar contra os Poderes da República.

— O que vimos foi executado após meticuloso planejamento, que fazia parte de uma trama com objetivo muito maior e mais cruel: assassinar o presidente recém-eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, o seu vice Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes — declarou.

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Teresa Leitão ressaltou que o julgamento representa uma oportunidade de reafirmação do Estado democrático de direito e de responsabilização dos envolvidos. Para a senadora, não se trata de uma disputa partidária, mas de uma defesa institucional.

— Quem é inocente, quem tem compromisso com a civilização e as instituições democráticas não pede anistia, pede justiça — disse.

A senadora reforçou ainda que o processo judicial precisa ocorrer com base nas provas e dentro dos preceitos constitucionais. Para Teresa Leitão, a Justiça deve atuar com firmeza para garantir que os limites do Estado democrático de direito não sejam ultrapassados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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