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POLITÍCA NACIONAL

Jaime Bagattoli culpa governo por alta de alimentos

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O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) relacionou, em pronunciamento em Plenário na terça-feira (25), o aumento dos preços dos alimentos à expansão dos gastos públicos e à consequente elevação da taxa de juros. Segundo o parlamentar, a população brasileira enfrenta dificuldades para garantir o básico.

— Hoje, as famílias brasileiras enfrentam um dilema diário: escolher entre pagar as contas ou pagar a comida na mesa. Isso não é um exagero, mas a dura realidade de milhões de pessoas país afora — afirmou.

Bagattoli questionou a recente decisão do governo de zerar a alíquota de importação de alguns alimentos como medida para conter a inflação. Para ele, a proposta beneficia apenas grandes importadores e ignora questões estruturais, como a carga tributária sobre o produtor e a falta de investimentos em infraestrutura. O senador defendeu as propostas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) como alternativas eficazes para enfrentar a alta dos preços e fortalecer o setor rural. Entre essas propostas, citou a revisão da carga tributária sobre insumos essenciais e a ampliação do crédito rural.

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STF

No discurso, o parlamentar também manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, junto a sete aliados, é alvo de julgamento de denúncia de uma tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal. Para Bagattoli, a acusação é injusta.

— Eu vejo um homem sendo julgado, hoje, numa condição muito pior, pelo que representa, como se fosse um criminoso ou um grande corrupto neste país — disse o senador, que também criticou decisões anteriores da Justiça permitindo a elegibilidade de políticos condenados por corrupção. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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