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POLITÍCA NACIONAL

Izalci critica Câmara por rejeitar alterações feitas no Senado na reforma tributária

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Em pronunciamento na terça-feira (17), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a rejeição, pela Câmara dos Deputados, das emendas ao texto da reforma tributária que haviam sido aprovadas no Senado. Ele afirmou que os deputados federais desconsideraram os acordos firmados entre as duas Casas do Congresso Nacional.

O parlamentar destacou o trabalho do relator da matéria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), que acolheu diversas sugestões dos colegas.

Izalci ressaltou que há, na Câmara, uma recorrente rejeição das alterações em propostas feitas pelo Senado — o que, para ele, demonstra uma falta de sintonia entre as duas Casas. 

O senador também criticou a proposta, em discussão na Câmara, que, segundo ele, contém medidas prejudiciais aos militares. Izalci alertou para a gravidade do projeto e pediu que o Senado analise a matéria com cautela, destacando os impactos negativos para a categoria. 

— Esse projeto está sendo feito para condenar aqueles que ainda não foram condenados, acabando com a morte ficta e [promovendo] uma série de outras mudanças. Fica muito claro que é realmente uma retaliação aos militares.

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Outro ponto abordado por ele foi o pacote de cortes de gastos, com projetos que, de acordo com ele, afetam diretamente a população mais carente. O parlamentar alertou para o risco de uma tramitação acelerada das propostas no Senado, sem a devida análise em comissões, devido ao encerramento dos trabalhos legislativos. Izalci mencionou o impacto das medidas sobre benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e afirmou que a retirada de avanços para pessoas com deficiência é uma “covardia”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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