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POLITÍCA NACIONAL

Influenciadora Deolane Bezerra fala à CPI das Apostas Esportivas na terça

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A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas se reúne na terça-feira (29), às 14h30, para ouvir a influenciadora digital Deolane Bezerra. O requerimento (REQ 111/2024) de convocação da influenciadora foi apresentado pelo vice-presidente da comissão parlamentar de inquérito, senador Eduardo Girão (Novo-CE).

De acordo com Girão, a convocação de Deolane pode ajudar a comissão a esclarecer questões relacionadas à manipulação de jogos e apostas. O senador lembra que a empresária, advogada e influenciadora foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

O requerimento também registra que, em 2022, Deolane foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de ter relação com a Betzord, empresa de apostas esportivas na internet. Na época, a Betzord era investigada por “crime contra a economia popular e associação criminosa”.

A defesa da influenciadora recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ela não seja obrigada a depor à CPI. O pedido de habeas corpus aguarda julgamento.

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Executivo

Na mesma reunião, a CPI também vai ouvir o diretor-executivo da Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho. O requerimento (REQ 113/2024) para a convocação de Darwin Filho foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

O senador afirma que a convocação do executivo “é imprescindível para que sejam esclarecidas as práticas da Esportes da Sorte, incluindo a legalidade dos recursos movimentados e as possíveis irregularidades ligadas à lavagem de dinheiro e à manipulação de resultados esportivos”.

De acordo com o requerimento, existem indícios consistentes de práticas ilícitas, conforme apontado pela investigação da Operação Integration da Polícia Civil de Pernambuco, a mesma que resultou na prisão de Deolane Bezerra.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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