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Indicação de Carlos Ceglia para embaixada na Geórgia vai a Plenário

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do diplomata Carlos Ricardo Martins Ceglia para o cargo de embaixador do Brasil na Geórgia. A mensagem (MSF) 52/2024 recebeu relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC) e segue para o Plenário.

Segundo Ceglia, a chancelaria do país europeu prioriza o equilíbrio nas relações diplomáticas com dois blocos antagônicos, mas cruciais para aquele país: de um lado a Rússia e, de outro, o Ocidente.

— Isso deixa pouco espaço na agenda da política externa para regiões mais distantes, como a America do Sul. Aí reside uma de minhas missões: mostrar que o Brasil pode ser uma terceira via, ou algo semelhante. O Brasil tem influência global, o Brasil é G20, o Brasil é Brics. Vou tentar colocar o Brasil no mapa da Georgia — afirmou o indicado.

O senador Esperidião Amin destacou que o intercâmbio comercial é amplamente favorável ao Brasil, que registrou saldo positivo de US$ 410 milhões no ano passado. O parlamentar defendeu a conclusão do acordo de transferência de pessoas condenadas entre os dois países.

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— O governo brasileiro está ciente da existência de condenados brasileiros em prisões daquele país, que desejam cumprir o restante de suas penas em solo pátrio. Consignamos que autoridades georgianas, por motivos humanitários, aceitaram repatriar alguns presos brasileiros de maneira pontual, entre 2018 e 2021. Mas, desde 2022, têm demonstrado maior resistência na transferência de pessoas condenadas — salientou.

Perfil

Carlos Ricardo Martins Ceglia é formado em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos na França e entrou no Itamaraty em 1983. Ele atuou em representações do Brasil em Brunei, Malásia e Turquia, entre outros. 

A Geórgia é uma república parlamentarista de 3,68 milhões de habitantes, localizada no Cáucaso, no limite entre Europa Oriental e Ásia. O Brasil estabeleceu relações diplomáticas com o país em 1993, menos de dois anos após o reconhecimento da independência do país. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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