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POLITÍCA NACIONAL

Humberto critica ‘ataques especulativos’ contra a economia brasileira

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O senador Humberto Costa (PT-PE), em pronunciamento nesta quarta-feira (18), criticou os recentes ataques especulativos contra a economia brasileira. Ele atribuiu a alta do dólar e o aumento da taxa de juros a uma ação coordenada por especuladores e rentistas, cujo objetivo seria pressionar o governo a cortar investimentos sociais e programas públicos essenciais. Para o parlamentar, essas práticas configuram “uma espécie de terrorismo de mercado”.

— Desde o início do seu mandato, o presidente Lula mostrou o inarredável compromisso do seu governo com o desenvolvimento sustentado e inclusivo, pautado sobre o respeito às regras fiscais. Aprovamos um arcabouço de medidas sólidas, com as quais nos aliançamos, e temos feito todos os esforços necessários ao cumprimento das metas previstas. Equacionamos despesas, racionalizamos investimentos, ao passo em que avançamos no combate a mazelas sociais históricas — disse.

O senador ressaltou os avanços econômicos e sociais em 2023, incluindo a redução da inflação, o crescimento do PIB acima de 3,5% e a retirada de 13 milhões de brasileiros da pobreza. O parlamentar também destacou os altos níveis de investimentos estrangeiros e a queda do desemprego, e reforçou que, apesar dos indicadores positivos, o mercado financeiro tem promovido ações que, segundo ele, comprometem a estabilidade econômica com a alta do dólar e da taxa de juros.

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— Todos temos profunda e inesgotável concordância e confiança no ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem, até o presente momento, dado uma demonstração não só da sua competência na gestão da política econômica, mas do seu inarredável compromisso com o controle das contas públicas e com o ajuste fiscal. Os ataques desses disseminadores do caos não são novos. Já lidamos com eles algumas vezes e já vencemos e venceremos outra vez, porque o nosso programa foi vitorioso nas urnas e, em respeito à soberana vontade do povo, jamais cederemos à chantagem desses segmentos ou de quem quer que seja — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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