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POLITÍCA NACIONAL

Hamilton Mourão é eleito vice-presidente da CCT

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) é o novo vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). Ele foi eleito nesta terça-feira (29) por aclamação. Mourão foi indicado pela liderança do seu partido para ocupar a vaga, seguindo o critério de proporcionalidade.

— Eu queria agradecer a confiança em mim depositada pelo meu partido, mas principalmente aos colegas que compõem esta comissão por terem concordado em sufragar o meu nome, por aclamação, para o cargo de vice-presidente — disse Mourão após a eleição.

O senador também se manifetou pela recuperação do presidente do colegiado, senador Flávio Arns (PSB-PR), afastado por motivo de saúde. Para Mourão, o presidente da comissão atua sempre com sabedoria e discernimento e tem uma forma única de lidar com os assuntos tratados no colegiado. Arns foi eleito presidente da comissão no dia 19 de fevereiro.

Pantanal

Após a eleição, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) comemorou o fato do ex-vice-presidente da República ter sido indicado pela o cargo. Para ele, Mourão trabalhará em parceria com os colegas em assuntos relevantes como o Pantanal, que terá uma subcomissão na CCT.

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— Para nós, é muito importante, porque é ciência e tecnologia no Pantanal. Nosso maior problema lá hoje é exatamente a questão das queimadas. E como é uma área muito grandiosa, nós temos que colocar lá ciência e tecnologia, para que a gente possa, principalmente, desenvolver aquela região de uma forma sustentável — disse o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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