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POLITÍCA NACIONAL

Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Israel faz apelo pela soltura de reféns

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O Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Israel fez um apelo nesta terça-feira (8) pela soltura de cidadãos israelenses sequestrados pelo grupo palestino Hamas. A declaração foi feita em evento na Câmara dos Deputados que homenageou as vítimas da guerra desencadeada após ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado.

Durante o conflito, mais de 250 pessoas foram levadas para a Faixa de Gaza como reféns; um ano depois, ainda há 94 sequestrados.

O coordenador do grupo, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), classificou o tema como delicado, sobretudo pelo deterioramento das condições de saúde das vítimas. Ele reforçou o empenho do grupo em tratar do assunto com o Ministério das Relações Exteriores e o governo.

“Sempre houve por parte do Congresso um empenho e dedicação para aqueles que ainda estão desaparecidos que fossem entregues e devolvidos às famílias judaicas. É lógico que a gente sabe que não é uma tarefa tão fácil”, reforçou o deputado.

Na mesma linha, o embaixador de Israel, Daniel Zonshine, pediu atuação do governo brasileiro para que os reféns sejam liberados e retornem a Israel.

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“Espero, junto com o apoio da Câmara e do governo brasileiro, podermos ajudar a liberar os reféns o mais rápido possível, que vão se juntar a suas famílias. Cada governo faz o que pode fazer, e estamos esperando que o governo brasileiro esteja fazendo o possível para ajudar a liberar os reféns e trazer paz para a nossa área”, disse.

Durante o evento, também foi discutido o aumento do antissemitismo no país. Segundo a Confederação Israelita do Brasil (Conib), após o início dos conflitos, o número de incidentes envolvendo violência e discriminação contra a comunidade judaica aumentou cerca de 300% em comparação ao ano anterior à guerra. No Brasil, entre outubro e dezembro de 2023, o número de denúncias cresceu em quase 800% em comparação com o mesmo período.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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