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POLITÍCA NACIONAL

Girão critica possível contratação de agência de publicidade pelo Senado

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (1), a possível contratação de serviços de publicidade pelo Senado para melhorar sua imagem. O parlamentar afirmou que a medida seria um desrespeito com a população e destacou que a Casa já possui estrutura suficiente para divulgação institucional.

— É inconcebível a possibilidade de contratação de serviço destinado à publicidade. O Senado já dispõe de uma competente — inclusive, [são] muito bem-preparados, os jornalistas da Casa — estrutura de comunicação, com câmeras modernas, equipamento do que existe de mais tecnológico. Sozinha, a nossa Comunicação Social responde pelo orçamento anual de R$ 50 milhões e dá conta do recado. Não tem que contratar emissora mais, fora, para melhorar a imagem do Senado, não. Vamos parar com isso! O dinheiro não aguenta desaforo, e o povo brasileiro está sofrendo, está sofrendo a gastança desse governo irresponsável, do STF fazendo licitações milionárias por bobagem — disse.

O senador lembrou que, em 2019, apresentou o PL 5.504/2019, com o objetivo de disciplinar despesas com publicidade no âmbito do Poder Executivo, buscando reduzir valores e limitar seu uso a campanhas educativas e informativas. Girão mencionou que os gastos com publicidade no Ceará alcançaram R$ 1,2 bilhão em oito anos, durante os governos Camilo Santana e Elmano de Freitas, ambos do PT. Ele ressaltou que a prioridade deveria ser resolver problemas estruturais, como a crise de segurança pública no estado.

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— É muito importante destacar que é cada vez mais simples e barato prestar contas junto à população, em função da abrangência das redes sociais. Eu sempre faço isso. Estou prestando contas do meu trabalho nas redes sociais e também das emendas parlamentares destinadas para o meu estado do Ceará. O importante é fazer o melhor uso possível desse poder em benefício do maior número de pessoas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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