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POLITÍCA NACIONAL

Girão acusa STF de manobra política para cassar deputada Silvia Waiãpi

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (18) que a cassação da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) foi uma manobra política conduzida fora dos critérios estabelecidos pela lei. Para o senador, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) cria insegurança jurídica no país e atinge parlamentares que não seguem a linha ideológica do governo.

— Mas o Supremo Tribunal Federal não deixa este país ter paz. A decisão do STF que cassa deputados retroativamente, algo vedado no nosso ordenamento jurídico, semana passada aconteceu. Foi no foco em deputados e deputadas de direita, conservadores. Eu digo que esse julgamento tem nome e tem DNA, tem rosto, que é o da deputada Silvia Waiãpi, do Amapá, que é uma deputada indígena, só que não pensa de acordo com as falácias, com as narrativas da esquerda, do regime vigente no Brasil — disse.

Segundo Girão, Silvia Waiãpi foi alvo da decisão por ser uma voz crítica contra ONGs internacionais, que, segundo ela, utilizam discursos ambientalistas para interferir no Brasil. Ele destacou que o julgamento da deputada e de outros parlamentares foi decidido por maioria simples, o que contrariaria o quórum qualificado exigido por lei.

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— Ministros que, no meu modo de entender, decidiram contra a democracia, pela perseguição e contra a segurança jurídica que ainda resta no Brasil, porque grande parte dela já foi pelo ralo, por essa ditadura da toga do STF —  declarou.

O senador também criticou a inação do Senado diante do que chamou de “ditadura da toga” e disse que a Casa deveria agir para equilibrar os Poderes da República.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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