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POLITÍCA NACIONAL

Flavio Azevedo questiona acusações sobre incêndios e defende produtores rurais

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O senador Flavio Azevedo (PL-RN), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), questionou as denúncias de que produtores rurais estariam por trás dos incêndios em áreas de vegetação, como a Amazônia e o Pantanal. Ele questionou os motivos pelos quais alguém “destruiria seu próprio sustento”.

— Nós, produtores rurais, aqui e acolá, somos acusados (indiretamente, é verdade) de sermos responsáveis por parte desses incêndios. Quem é o louco que vai incendiar aquilo que ele come ou aquilo que ele vende? Qual é o louco que vai destruir aquilo que ele construiu? — questionou.

No discurso, o senador também falou sobre a importância da gestão eficiente de recursos para a economia do país. O parlamentar comparou o modelo de administração do Sistema S, voltado à educação e à capacitação profissional, com a gestão do hospital Sarah Kubitschek, referência na área da saúde pública. Para ele, ambos são exemplos de como a aplicação correta dos recursos pode gerar resultados positivos, tanto na educação quanto na saúde.

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— O recurso, se for bem aplicado, com certeza traz resultados. Está aí o Sistema S para provar isso. Está aí o Sarah Kubitschek para provar isso. Gestão, seriedade na aplicação, ausência de corrupção, dedicação do funcionário, que, no Sarah Kubitschek, tem. Ele não pode ter outros empregos. Dedicação exclusiva, ou seja, o funcionário que está ali não está olhando para o relógio para dizer “eu tenho que sair, porque eu tenho que ir para o meu consultório”, para atender seus clientes particulares — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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