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POLITÍCA NACIONAL

Flavio Azevedo aponta interferência ideológica do governo na Defesa

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O senador Flavio Azevedo (PL-RN) apontou nesta quarta-feira (9) supostos casos de interferência ideológica do governo em acordos firmados pelo Ministério da Defesa. A manifestação do parlamentar, durante um pronunciamento, ocorre um dia depois de o ministro da Defesa, José Múcio, afirmar que “questões ideológicas” impactam nos negócios da pasta. 

A declaração de Múcio foi dada em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na ocasião, o ministro citou uma licitação de equipamentos militares vencida por Israel que teria sido barrada pelo governo.  

O senador pontuou que a recusa em contratar a empresa israelense não se baseou em problemas de documentação ou idoneidade, mas teria ocorrido depois que Israel declarou que o presidente Lula não era mais bem-vindo ao país. O senador equiparou o comportamento do governo brasileiro em relação a Israel ao nazismo.

Esse é um comportamento nazista; não é só antissemita, é um comportamento nazista que o governo brasileiro está tendo com relação a Israel — acusou. 

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O senador também mencionou uma negociação com a Alemanha envolvendo munições excedentes do Exército. O ministro Múcio informou que a venda foi interrompida devido a preocupações de que as munições poderiam ser usadas na Ucrânia contra a Rússia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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