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Ex-senador e ex-ministro do STF, Paulo Brossard faria 100 anos nesta quarta

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O ex-senador Paulo Brossard completaria 100 anos nesta quarta-feira (23). Ele nasceu em Bagé (RS), no ano de 1924, e morreu em 2015, em Porto Alegre (RS), aos 91 anos. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou por meio de nota que o ex-senador e ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF) “foi um dos personagens mais significativos no combate à ditadura e na construção da democracia brasileira como conhecemos atualmente”. Segundo Pacheco, a história e o legado do jurista são “inspiração para os brasileiros”.

Em sua conta no X (ex-Twitter), o ministro do STF Gilmar Mendes registrou que Paulo Brossard é um dos responsáveis pela construção da democracia no país. “Dedicado à causa pública, Brossard foi liderança inequívoca como parlamentar e ministro do STF”, afirmou o ministro. Para Gilmar Mendes, celebrar a trajetória de Brossard “é celebrar o Estado de direito”.

Em 2014, Brossard concedeu uma entrevista à Rádio Senado, em que lembrou a eleição de 1974, quando foi eleito para o cargo de senador. A eleição daquele ano foi considerada uma vitória contra a ditadura militar, já que a oposição conquistou 16 das 22 cadeiras em disputa. Na entrevista, Brossard contou que não pretendia ser candidato, mas terminou encarando o desafio. Ele também criticou a ditadura, exaltou a democracia e lembrou seus primeiros passos no Senado.

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— Quando fiz o primeiro discurso no Senado, eu disse que fui eleito pra oito anos. No entanto, meu mandato poderia durar oito meses, oito semanas, oito dias ou oito horas. [Eu disse:] eu quero dizer que, enquanto estiver aqui, não hei de pedir licença a ninguém para dizer o que entenda ser o meu dever dizer — relembrou.

Brossard tomou posse no Senado em 1º de fevereiro de 1975 e cumpriu seu mandato até 1983. Além de senador, ele foi deputado estadual e federal. Foi ministro da Justiça, entre 1986 e 1989, durante o governo de José Sarney. Depois de deixar o ministério, assumiu o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), onde ficou até 1994.    

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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