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POLITÍCA NACIONAL

Estudo de consultor de Orçamento da Câmara indica medidas para ajuste fiscal

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Estudo do consultor de Orçamento da Câmara Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento, propõe a desindexação de aposentadorias e pensões e do BPC do reajuste do salário mínimo. O objetivo é lidar com a necessidade de equilibrar as contas públicas em uma perspectiva de mais longo prazo.

Estes benefícios passariam a ser reajustados pela inflação com ganhos reais sendo avaliados a cada início de mandato presidencial. Bijos estima uma economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos com a correção apenas pela inflação. Hoje, o salário mínimo tem a inflação mais a variação do PIB do ano anterior.

O consultor propõe a mesma medida para os pisos da saúde, da educação e do Fundeb. Neste caso, a economia seria de R$ 97 bilhões em três anos.

Para Bijos, o governo e o Congresso poderiam já adotar algumas medidas em uma Proposta de Emenda à Constituição que deve prorrogar a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que vence agora no final do ano. A DRU dá mais flexibilidade ao governo para a execução do Orçamento e, segundo Bijos, deveria ser “intensificada”.

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O consultor, que deixou o governo em julho, escreve no estudo que a discussão não é fácil. “Em termos práticos, não se desconsidera o fato de que as medidas propostas são politicamente desafiadoras, controversas e, por vezes, encaradas como tabus ou anátemas. A margem para a inação, todavia, é cada vez menor. Afinal, se a necessidade de mudança na trajetória de despesas obrigatórias e rígidas já está contratada, então a questão passa a ser como conduzi-la”, escreveu ele.

Bijos também sugere mudanças no novo arcabouço fiscal para que os limites considerados na lei possam ser reavaliados periodicamente. “Outro ajuste consistiria em repensar o piso para investimentos correspondente a 0,6% do PIB”, afirma. Ele lembra que governo e Congresso precisam considerar os impactos da transição demográfica e da emergência climática nas finanças públicas.

Leia o estudo completo.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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