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Esperidião Amin questiona proibição da UE de importar derivados do agronegócio

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O senador Esperidião Amin (PP-SC) disse, em pronunciamento na terça-feira (17) concordar com a posição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em relação à proibição estabelecida pela União Europeia de comercialização e importação de produtos brasileiros derivados do agronegócio. A medida foi tomada em razão de uma suposta chancela de produtos produzidos a partir de áreas de desmatamento.

Para o parlamentar, é importante que o governo federal estabeleça a diferença entre desmatamento ilegal, que descumpre a legislação ambiental brasileira, e a supressão vegetal, autorizada pela legislação e pelos órgãos ambientais.

— Eu queria assinalar aqui a afinidade com o que V. Exa. [Pacheco] falou sobre a posição externada a respeito de produtos que não devem ser importados, a partir do ano que vem, se ficar comprovado como sendo oriundos de área de desmatamento ilegal. A que juízo? A juízo de alguma entidade europeia? Segundo que legislação? São assuntos muito sérios.

Esperidião Amin também criticou uma fala do presidente da França, Emmanuel Macron, em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, sobre a situação da Amazônia. Segundo o senador, Macron teria dito que um verdadeiro “ecocídio” estaria se desenvolvendo na Amazônia e que era preciso encontrar uma boa governança local, envolvendo ONGs e populações locais. Para o parlamentar, há um hábito europeu de responsabilizar o Brasil por todos os problemas na Amazônia.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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