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POLITÍCA NACIONAL

Esperidião Amin cobra explicações sobre acolhimento a ex-primeira-dama do Peru

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Durante discurso no Plenário nesta terça-feira (22), o senador Esperidião Amin (PP-SC) defendeu a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre o acolhimento oficial à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia Alarcón, condenada por lavagem de dinheiro. A iniciativa partiu de requerimento do senador Sergio Moro (União-PR), aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), com o apoio de Esperidião Amin.

— Se o ministro das Relações Exteriores assumiu essa decisão de assim tratar a ex-primeira-dama do Peru, acolhendo alguém condenado por corrupção sem que haja um processo de anulação ou coisa parecida, das duas uma: como diria o Brizola, ou algo há — algo é diáfano, é impreciso, e estimula até aleivosias e maldades — ou imaginam que, por osmose, o STF daqui pode abolir a pena de lá — afirmou o senador.

Esperidião Amin mencionou que a ex-primeira-dama peruana foi transportada com meios oficiais do governo brasileiro e considerou a ação uma afronta à diplomacia nacional. O senador comparou o episódio a uma operação de resgate cinematográfica, mas com motivação questionável, e reforçou que a CRE deve tratar do tema com prioridade.

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Supremo

O parlamentar também criticou uma nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que responde a um editorial da revista The Economist. Segundo Esperidião Amin, o texto representa um “degrau” na perda de credibilidade da Corte.

— Essa missiva, essa nota ou carta-resposta é mais um degrau que a nossa Suprema Casa da Justiça desce, levando consigo credibilidade; e levando consigo aquilo que se construiu em termos de instituições no Brasil ao longo da história e da democracia — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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