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POLITÍCA NACIONAL

Em seu primeiro discurso do ano, Paim defende democracia e direitos sociais

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (19), o senador Paulo Paim (PT-RS) reafirmou seu compromisso com a defesa da democracia e a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Ele reiterou que é necessário garantir à população direitos fundamentais, como o acesso à educação, à saúde e à aposentadoria digna, além de combater desigualdades sociais e econômicas.

Paim também defendeu a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. Essa medida está prevista na PEC 148/2015, proposta de emenda à Constituição de sua autoria, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Além disso, ele defendeu a regulamentação das redes sociais e a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social e ao fortalecimento da agricultura familiar.

O senador alertou para o aumento das filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e os reajustes abusivos dos planos de saúde, que prejudicam, conforme ele ressaltou, milhões de brasileiros.

— Os desafios cotidianos das pessoas são os nossos desafios. A desigualdade, o desemprego, a fome, a violência, o racismo, a miséria, o preconceito e a destruição ambiental não podem ser ignorados. É nossa tarefa oferecer soluções concretas por meio de projetos de lei, realizar audiências públicas e fomentar políticas públicas numa linha humanitária para devolver a essas pessoas o sentimento de se viver com dignidade — declarou.

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Paim reforçou ainda a importância da democracia como alicerce para um país mais justo e igualitário, criticando posturas autoritárias e discursos que atentam contra os direitos humanos. Ao encerrar seu discurso, ele prestou homenagem ao cinema brasileiro e celebrou a indicação do filme Ainda Estou Aqui ao Oscar, ressaltando a relevância da cultura nacional no cenário internacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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