BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Edições Câmara participa da Feira do Livro de Porto Alegre com 87 obras

Published

on

Seis meses depois da maior enchente da história do Rio Grande do Sul, o centro histórico da capital recebe a 70ª Feira do Livro de Porto Alegre. A Câmara dos Deputados marca presença no evento com o estande da sua editora – a Edições Câmara levou 87 obras que abordam temas essenciais como cidadania, legislação, história e política, além de títulos da literatura brasileira.

A influenciadora digital Gisele Federizzi foi uma das pessoas que ficou empolgada com o que viu. Desde 2008, ela tem um blog chamado Kids Indoors, que ajuda pais, professores e bibliotecários a escolherem livros de qualidade para crianças e adolescentes.

“O que me trouxe aqui foi justamente os livros que resgatam a história das mulheres. Tanto sobre a Lei Maria da Penha, o Voto Feminino, e também os livros sobre feminismo e feministas. Porque a gente tem várias mulheres que foram apagadas na história. E trazendo essas mulheres todas juntas, as famosas e as que não são tão famosas assim, ajuda a dar visibilidade para essas mulheres que foram silenciadas ou apagadas”, disse.

O deputado federal Bohn Gass (PT-RS) também visitou o estande e celebrou a presença da Edições Câmara na feira.

“Muito importante a Câmara dos Deputados estar presente aqui com literaturas clássicas, com constituições, com orientações políticas, com livros sobre matérias importantes da democracia que são trabalhadas no Congresso Nacional. [Importante] estimularmos o estudo, a literatura, a história, o saber, contribuir com o momento político da luta democrática que nós precisamos ter em nosso país”, afirmou.

Marcos Rossi/Câmara dos Deputados
Feira do livro de porto alegre
A editora da Câmara dos Deputados vendeu mais de 1.300 exemplares na feira

Leia Também:  Deputados analisam regras para portabilidade salarial automática; acompanhe

A vereadora Psicóloga Tanise Sabino (MDB) elogiou a diversidade de títulos da editora. “A gente percebe uma maior diversidade de temas: a questão do povo negro, dos direitos do consumidor, da mulher, sobre a questão do processo legislativo, da escrita. Esse ano eu vi que tá diferente”, disse.

Curadoria especial
Neste ano, o evento ocorre no Mês da Consciência Negra e se encerra no Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro. Para comemorar a data, a feira tem uma curadoria de literatura e cultura negras, a cargo da escritora, poetisa e musicista gaúcha Lilian Rocha. Ela ressaltou que a feira é uma oportunidade de a população conhecer um grande número de escritoras e escritores negros, que têm pouco espaço no mercado editorial.

“Mais de 90% dos escritores e escritoras são pessoas brancas que estão no mercado editorial, sendo que 74% são homens brancos de classe média do eixo Rio-São Paulo. E são os que realmente aparecem, que concorrem aos prêmios, que estão nas grandes editoras, né?”, lembrou. “Mas nós sempre escrevemos e [a curadoria] me dá oportunidade de mostrar esses escritores, escritoras, que já têm uma trajetória, que já são conceituados, e ao mesmo tempo aqueles que estão escrevendo com alta qualidade mas que não teriam oportunidade de estar numa feira como essa.”

Leia Também:  Crédito orçamentário deve possibilitar investimentos na Companhia Docas do Rio Grande do Norte

Só nas primeiras duas semanas da Feira do Livro de Porto Alegre, a editora da Câmara dos Deputados vendeu mais de 1.300 exemplares.

A Feira do Livro de Porto Alegre é a mais longeva do Brasil. Neste ano, são 72 bancas, 62 na área geral e 10 na área infantil e juvenil, reunindo editoras, livrarias e até tradicionais sebos da cidade. A 70ª edição do evento termina na próxima quarta-feira (20). A expectativa desta edição é que um milhão e meio de pessoas prestigiem o evento, e cerca de dois mil autores passem pela feira.

Reportagem – Marcos Rossi
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Regulamentação da reforma tributária concede créditos presumidos a diversos setores

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA