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POLITÍCA NACIONAL

Dueire pede apoio para sua proposta que securitiza ativos ambientais

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O senador Fernando Dueire (MDB-PE) registrou, em discurso nesta terça-feira (1º), a aprovação do Projeto de Lei 3.433/2024 de sua autoria, que permite que créditos ambientais sejam transformados em títulos negociáveis no mercado financeiro. A proposta que regulamenta a securitização de ativos ambientais foi aprovada nesta terça na Comissão de Infraestrutura (CI) e segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA). Em seguida, será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em caráter terminativo.

O projeto tem como objetivo transformar créditos ambientais — como os de carbono, por exemplo — em títulos financeiros negociáveis no mercado, ampliando as possibilidades de financiamento sustentável no Brasil. Segundo Dueire, essa inovação pode atrair investidores e impulsionar a preservação do meio ambiente, ao mesmo tempo em que gera emprego e renda.

Ao regulamentar a securitização de ativos ambientais, o projeto cria um ambiente favorável para investimentos verdes, incentivando empresas e indivíduos a adotarem práticas que contribuam para a preservação do meio ambiente — explicou.

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Dueire destacou que a medida está em sintonia com o marco regulatório do mercado de carbono (Lei 15.042, de 2024), aprovado pelo Senado, e com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área ambiental. Ele citou experiências internacionais bem-sucedidas, como a da Califórnia, nos Estados Unidos, onde o mercado de créditos de carbono movimentou bilhões de dólares para projetos de energia limpa e conservação ambiental.

O parlamentar reforçou a importância da proposta para o desenvolvimento sustentável do país, especialmente diante da riqueza em biodiversidade e recursos naturais do Brasil. Ele concluiu seu pronunciamento pedindo o apoio dos colegas senadores para a aprovação do projeto nas comissões restantes, de forma a fortalecer o protagonismo brasileiro nas finanças verdes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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