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POLITÍCA NACIONAL

Devemos continuar o legado do papa Francisco, diz Humberto Costa

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O senador Humberto Costa (PT-PE) enalteceu o legado do papa Francisco, em pronunciamento nesta terça-feira (22). Para ele, os atos de Francisco devolveram à Igreja “o frescor radical do Evangelho de Jesus Cristo” na solidariedade com os pobres, na busca da inclusão e na denúncia da desigualdade.

— Escolheu o nome Francisco não por acaso. [Foi] inspirado em São Francisco de Assis, o santo dos pobres, dos despojados, dos animais e da natureza. Ele nos convocou a olhar para o mundo com compaixão, com humildade e, sobretudo, com coragem.

Humberto salientou que Francisco rejeitou a “idolatria do dinheiro” e a cultura do ódio. Pediu diálogo entre as nações, e abriu diálogo com setores da sociedade que até então sentiam-se excluídos da Igreja. O parlamentar ainda lembrou do cuidado de Francisco com o meio ambiente, colocando o combate às mudanças climáticas como um dever ético de toda a humanidade, e destacou a atenção do papa às comunidades marginalizadas no Brasil.

— Com a sua morte, Francisco nos deixa um vazio, mas também uma missão. Nos cabe agora honrar sua memória com ação, continuar sua luta com ternura, e preservar sua herança de justiça, de fé e de coragem — ressaltou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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