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POLITÍCA NACIONAL

Definir autoridade de cibersegurança é prioridade para o Brasil, diz relatório

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É prioritário definir o modelo de atuação de uma autoridade de segurança cibernética para o Brasil, diz o relatório de avaliação da Política Nacional de Cibersegurança aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) em reunião na terça-feira (10). O texto do senador Esperidião Amin (PP-SC), aprovado em votação simbólica, destaca o crescimento dos crimes cibernéticos no país e sugere que a responsabilidade da segurança digital no Brasil é tratada de forma “fragmentada” em diversas agências.

— Para tanto, sugerimos que o Executivo encaminhe, com maior brevidade possível, um projeto de lei que estabeleça a forma de funcionamento dessa autoridade — urgiu Amin.

O senador citou documentos de fontes externas que, na sua opinião, embasam a conclusão de que o Brasil precisa investir nessa providência. Um exemplo é um estudo do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) sobre agências de segurança cibernéticas de vários países. O documento encontrou, como ponto em comum, a coordenação entre setor público, setor privado e setor de defesa.

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Outro documento é uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada em novembro, que apontou no Estado brasileiro a ausência de uma organização responsável pela orientação da atividade cibernética. De acordo com o relator da auditoria, o ministro Benjamin Zymler, a consequência é que os esforços do Executivo federal são insuficientes para alcançar todo o país, e isso pode levar a uma situação de “desigualdade cibernética”.

Amin também relatou sua experiência ao conhecer a National Cyber-Forensics and Training Alliance (NCFTA), parceria público-privada dos Estados Unidos para enfrentamento de crimes digitais. Ele definiu a iniciativa como “uma espécie de Serasa da segurança cibernética”, em referência à empresa brasileira que presta serviços de análise de dados para negócios. Ele acredita que o modelo poderia ser implantado no Brasil, por ser altamente efetivo e custar pouco aos cofres públicos.

— Não se pode olvidar que os crimes cibernéticos incluem roubo de dados pessoais, ataques de ransomware e espionagem digital e afetam não apenas a segurança nacional, mas também a estabilidade econômica e a privacidade individual — acrescentou o relator.

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Outra prioridade apontada na avaliação é o aprimoramento dos esforços de investigação colaborativa com países da América Latina sobre crimes cibernéticos. A avaliação foi precedida de uma série de audiências públicas da Subcomissão Permanente de Defesa Cibernética, vinculada à CRE.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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