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POLITÍCA NACIONAL

Damares critica fala de Lula sobre bombeiros do DF

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou, em pronunciamento nesta quarta-feira (18), fala do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o trabalho do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal no combate aos incêndios que atingem o Parque Nacional de Brasília desde domingo (15). Segundo a parlamentar, Lula sobrevoou a área e disse ter tido a impressão de que os bombeiros “não queriam apagar o fogo”.

— É dessa forma que o presidente Lula quer unir a Nação? É dessa forma que ele quer entrar para a história como o governo do amor, colocando em xeque o trabalho de homens valorosos daqui do Distrito Federal, querendo insinuar que os nossos bombeiros não queriam apagar o fogo de forma proposital? Eu estou, de fato, muito indignada. Eu não entendo porque esse ódio do presidente Lula contra o DF. 

Damares elogiou o trabalho dos bombeiros e afirmou que a corporação do DF é a melhor do Brasil e uma das melhores do mundo. A senadora também ressaltou que o Parque Nacional é uma área de preservação sob responsabilidade do governo federal.

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— Se o senhor estava tão preocupado com os nossos bombeiros e que a gente não estava dando conta de apagar, cadê as Forças Armadas? O senhor convocou a Força Nacional para nos ajudar no DF? O senhor convocou a Aeronáutica ou a Marinha para vir ajudar?

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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