BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Crimes digitais: Comissão de Defesa da Democracia adia votação de projetos

Published

on

Na reunião desta terça-feira (12), a Comissão de Defesa da Democracia (CDD) adiou a votação de dois projetos de lei (PL) que tratam de crimes digitais. Uma nova data para votação ainda não foi definida. Ambos os textos propõem alterações no Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) para tipificar novas modalidades de delitos cometidos no ambiente digital.

O PL 4.400/2021, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), foi retirado de pauta. O texto propõe punir a apropriação indevida de contas em redes sociais sem o consentimento do usuário, além de tipificar a extorsão precedida dessa apropriação com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão. O relator da matéria é o senador Weverton (PDT-MA), que apresentou parecer favorável com duas emendas.

Já o PL 651/2022, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), foi adiado para análise futura. O projeto trata da inclusão no Código Penal dos crimes de extorsão mediante sequestro digital e estelionato digital, quando o criminoso assume o controle de uma conta para aplicar golpes. O relator Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou um substitutivo que inclui ainda a tipificação do uso indevido de imagens e sons criados por inteligência artificial para fins fraudulentos.

Leia Também:  Plano de carreira dos servidores da cultura será tema de audiência na Câmara na terça

Os dois projetos ainda serão analisados pela Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde terão tramitação terminativa. Ou seja, se aprovados nas comissões, o projetos seguem diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recursos para votação no Plenário do Senado.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Dra. Eudócia defende política nacional para vacinas contra o câncer com RNA mensageiro

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA