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POLITÍCA NACIONAL

CPI ouve empresário e presidente da Federação de Futebol do DF nesta quarta

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Em reunião nesta quarta-feira (11), com início às 10h, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) ouvirá os depoimentos do empresário Ede Vicente Ferreira Júnior e do presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos.

Ede Ferreira foi convocado a depor para que esclareça os fatos que o levaram a ser investigado na Operação VAR, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura suspeitas de manipulação de resultados em jogos da Série B do Campeonato Carioca de Futebol.

Uma das partidas investigadas foi o jogo entre as equipes Sub-20 de Nova Cidade e Belford Roxo, ocorrido em cinco de junho de 2024. Ede Vicente Ferreira Junior era, naquele momento, o treinador do Nova Cidade e também o responsável pela empresa para a qual foi terceirizada a gestão do time Sub-20, conforme depoimento feito à CPI pelo presidente do clube, Jorge Luiz Pacheco Eloy. O requerimento para depoimento do empresário foi apresentado pelo senador Romário (PL-RJ), relator da CPI (REQ 175/2024 – CPIMJAE).

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Por sua vez, Daniel Vasconcelos foi convidado a depor no colegiado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). Em depoimento à CPI em outubro, o empresário William Rogatto mencionou diretamente o nome do presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal como um dos envolvidos em esquemas relacionados à manipulação de jogos e à facilitação de práticas ilícitas no futebol de Brasília (REQ 137/2024 – CPIMJAE).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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