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POLITÍCA NACIONAL

CPI agenda depoimentos de Deolane e Paquetá para 29 de outubro

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O presidente da CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), afirmou que a influenciadora Deolane Bezerra e o jogador Lucas Paquetá estão oficialmente convocados para depor no dia 29 de outubro. Diferentemente do convite, no qual o comparecimento é opcional, a convocação obriga o comparecimento para depor.

— Eu acho um absurdo, eu acho abominável o jogador Paquetá ainda estar na seleção brasileira, sendo convocado, jogando (vai jogar amanhã, vai jogar na semana que vem), sendo que o nome dele está sendo investigado totalmente. Os indícios são fortes. Ouvimos até, ontem aqui, o próprio William [Rogatto], que deixou claro que o Paquetá realmente envolveu a família dele, não é isso? Agora vem mais uma informação de outro jogador ligado a ele — afirmou Kajuru.

A CPI também aprovou as convocações do ex-jogador de futebol Matheus Gomes e do jogador Fernando Neto.

Foram aprovados, ainda, convites para depoimento do economista Eduardo Moreira; do jornalista esportivo Juca Kfouri; do influenciador digital Jon Vlogs; do presidente da Associação em Defesa da Integridade, Direitos e Deveres nos Jogos e Apostas, Carlos Prado; e do presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos.

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Além disso, foi aprovado requerimento para que os senadores Kajuru, Romário (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE) façam viagem a Portugal para ouvir, em sessão reservada, o investigado William Rogatto, que depôs virtualmente à CPI na terça-feira (8). Girão é vice-presidente do colegiado e Romário é o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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