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POLITÍCA NACIONAL

Confúcio aponta má distribuição do Fundo Partidário nas eleições

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) criticou o critério de distribuição do Fundo Partidário, especialmente nas últimas eleições para o cargo de vereador no país. Em discurso no Plenário na terça-feira (26), o parlamentar considerou que muitos candidatos a essas cadeiras, inclusive as mulheres, ficaram à margem desses financiamentos.

— Fizeram campanhas pobres, pequenas, campanhas com recursos próprios muitos deles, e o que a gente pôde observar é que o Fundo Eleitoral não resolveu o problema do ‘caixa dois’. Muita gente saiu catando dinheiro na rua, […] dinheiro sem prestar conta, dinheiro ilegal, inclusive, porque não tinha outro jeito, [outros] até pegando dinheiro emprestado para fazer as suas campanhas.

Para Confúcio, o critério da distribuição desses recursos deveria ser de responsabilidade dos presidentes dos partidos nos estados.

— Não digo que eles estão excluindo os vereadores, mas o dinheiro não dava, o dinheiro era muito pouco e não dava para distribuir. Eu mandava lá para um vereador R$ 1 mil, R$ 2 mil para fazer campanha e poucos foram aqueles que tiveram R$ 20 mil, R$ 30 mil de fundo em Rondônia, muito poucos candidatos — relatou o senador.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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